História da Parmegiana

índice

O famoso bife que comemos hoje em dia não carrega apenas molho e queijo em cima, ele carrega também uma história.Em meados da Revolução Socialista na Rússia, surgiu o que hoje chamamos de bife à parmegiana. Uma história um tanto triste, mas contada de geração a geração na fatídica terra dos iguais.

Quando os socialistas tomaram o poder, como bem sabemos, a União Soviética passou por uma crise. A ideologia da igualdade arrastou todos para a pobreza e os mercados ficavam sempre vazios e cheios de fila. Aqueles que ainda tinham o que comer comiam escondido para não provocar a fúria dos camaradas.

Nas cidades mais afetadas pela crise, as pessoas começaram a fazer estoque no tempo das vacas gordas para não faltar carne em um futuro próximo que sempre chegava. Assim, quando todos tinham apenas queijo para comer, o queijo na verdade não é coisa de frânces e sim de russo socialista, aqueles que se preparavam antes tinham seu bifinho no congelador.

O grande problema é que comer só queijo era duro de roer, e os famintos roubavam a carne dos prevenidos. Mas além de prevenidos, os russos do bife no congelador eram espertos, e adotaram a tática de derreter o queijo em cima do bife para “camufla-lo” dos gatunos. Assim surgiu o primeiro bife “à parmegiana”, que ainda não era chamado deste nome naquela época.

Com o tempo, o “bife com queijo” da revolução se disseminou pela Ásia e Europa e tornou-se uma iguaria comum em rituais religiosos ou encontros amorosos. Foi então que o famigerado Giusepe D’avila teve um momento de eureka. Após uma briga com sua amada ele queria reconquista-la com um jantar romântico, mas não tinha um pardal no bolso e resolveu dar uma de mestre
cuca. Como tinha que ser algo especial, ele fez a iguaria da revolução russa e publicou uma homenagem no jornal dizendo “Fiz um bife para mia Giana”.

Assim o nome da moça se tornou conhecido e o bife à parmegiana saiu do boca a boca para entrar nos cardápios do mundo inteiro.

Algumas vertentes dizem que surgiram outros nomes para a iguaria. Na Guatemala por exemplo o bife é servido com parmesão no lugar da clássica mussarela, e é conhecido como “bife à parmesana”. No Brasil, os bandeirantes costumavam transportar a carne e o queijo na base do galope, e o bife foi chamado de bife a cavalo. Dizem as más línguas que o bife a cavalo vem com ovo porquê os bandeirantes cavalgavam pelo agreste e com o sol a pino não precisavam nem de frigideira para fritar o ovo, era só jogar em cima do bife.

Por mais variações que existam, na denominação ou na receita, um bife à parmegiana será sempre um bife à parmegiana. Hoje em dia meio marginalizado, encontrado apenas em P.F.’s da vida ou casas de vó, com certeza ele merece nossa homenagem.